‘Batman v Superman’: Crítica da Cine+Comic na pré-estreia

Três anos de espera, um hype que consumiu uma legião de fãs, muita controversa e polêmica desde a escolha de personagens até a divulgação dos trailers, essa foi a história até agora de ‘Batman v Superman: A Origem da Justiça’. O filme estreou hoje, mas a Cine+Comic esteve na pré-estreia para trazer para vocês a nossa crítica sobre o embate entre o Morcego de Gotham e o Filho de Krypton. Abaixo teremos alguns spoilers, então cuidado.

ALERTA SPOILER CINEMAISCOMIC
A pré-estreia ocorreu no Cinépolis do Shopping Rio Poty em Teresina-PI, o filme foi exibido na sala Macro XE®, que proporciona uma ótima exibição em 3D e uma excelente qualidade de som.

O filme apresenta a origem do Batman logo nos crédito iniciais de forma bem concisa, tomando por base que todos os espectadores já sabem muito bem a história de como o pequeno Bruce Wayne se tornou o vigilante de Gotham após o assassinato de seus pais. Isso é um ponto importante, pois, não perdemos tempo com história de origens de personagens que já se tornaram de conhecimento geral.

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O mesmo acontece com Lex Luthor, que é inserido de forma bem rápida e precisa. O grande vilão é mostrado através de diálogos entre os personagens e sua base é montada pelo próprio Lex, que não cansa de falar sobre seu passado. Luthor é um personagem intrigante, a atuação de Jesse Eisenberg também é perfeita, um misto entre psicopata e manipulador, alguém que daria calafrios de coexistir no mesmo mundo.

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A destruição de Metrópolis em ‘O Homem de Aço’ é lembrada e discutida sempre, e é o motivo pelo qual paira a dúvida sobre qual lado o Superman está, um ser com poderes de um deus que é em parte amado e em parte odiado. Sua presença neste filme é quase que divina, alguém intocável, inalcançável, Henry Cavill incorporou bem essa personificação do Superman e nos faz crer na dúvidas morais que o Homem de Aço enfrenta, principalmente durante o seu julgamento e no atentado durante ele.

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Como os trailers mostram, Bruce Wayne estava na invasão kryptoniana a Metrópolis e viu com os próprios olhos o poder do Superman, principalmente quando este e Zod destruíram seu prédio matando dezenas de seus funcionários. Esse foi o estopim para o Morcego começar sua cruzada contra o Filho de Krypton, não sem antes levar alguns puxões de orelha do icônico mordomo Alfred, que nesta versão está impecável e indispensável para a atuação em campo do Batman. O vigilante de Gotham nesta versão é um detetive a altura dos quadrinhos, um exímio lutador que se move livremente (diferentemente de suas versões anteriores) e nos faz lembrar de lutas do game da saga Arkham. A atuação de Ben Affleck o redimiu e transformou o suposto ator ‘canastrão’ na melhor versão do Batman que o cinema já viu.

Lex corre por fora nas sombras, descobrindo a existência da Kryptonita e arquitetando todo o embate entre os heróis. O vilão é quem descobre sobre os meta-humanos e suas informações terminam parando na mão do Batman.

Os meta-humanos merecem um parágrafo a parte. Todos tiveram muito mais tempo em tela do que era esperado. O Flash com duas cenas que fizeram crer que teremos aquele velocista brincalhão do desenho da Liga da Justiça. O Aquaman é mostrado como uma presença quase que animalesca, nas sombras, mas após isto o ataque do rei dos mares é violento e sua velocidade na água é assustadora. Cyborg é mostrado a beira da morte, mas graças a uma tecnologia desconhecida sua transformação é iniciada.

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Infelizmente também há pontos negativos a serem destacados. Se o Apocalypse, a grande ameaça do filme, não tivesse sido revelada nos trailers talvez tivéssemos um êxtase maior ainda no final. O desfecho entre a batalha dos heróis também é um ponto que tem de ser tocado, pois, apesar do motivo para a batalha ser convincente e o desfecho também, a amizade e a confiança entre Batman e Superman é construída rápida demais, pois o acirramento de ânimos foi construído ao longo de todo o filme e encerrado rapidamente.

A Mulher Maravilha merece destaque, apesar de mal ter seu nome mencionado, ganha a tela com sua aparição na luta final e nos curtos diálogos com o Batman. Gal Gadot fez uma excelente atuação como a Diana Prince e melhor ainda como Mulher Maravilha, nos fazendo acreditar que o seu filme solo poderá ser singular e abrir precedentes para futuros filmes de heroínas. Seu sorriso durante o embate final faz lembrar a paixão pela luta que os guerreiros Saiyajins tem em Dragon Ball, uma emoção que mostra que guerreiros só estão em casa quando estão na guerra.

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A luta final é algo único, emocionante e emblemático. Ver os três maiores ícones da DC Comics cooperando para derrotar um inimigo maior é surpreendente. A interação entre os três contra o Apocalypse é sensacional, e nos deixou muito animados para o filme da Liga da Justiça.

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O filme é permeado de referências, que vão da clássica graphic novel ‘Cavaleiro das Trevas’, como já era esperado, a recente ‘Injustice: God Among Us’, na aparição do Flash durante a visão do Batman, ou seja, um prato cheio para os fãs de filmes sobre quadrinhos.

Ao final do filme ficamos boquiabertos com os acontecimentos, pois, ao mesmo tempo que era esperado, ainda foi um baque grande demais para ser absorvido tão rápido.

Agora cabe a Bruce Wayne encontrar os membros da Liga da Justiça antes que seja tarde demais, pois, como disse Lex, o sino já bateu e ele está vindo…

‘Tin-tin-tin… Tin-tin-tin…’

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