Hoje estreia em todo o Brasil Mulher Maravilha, o aguardado filme sobre o nascimento e personificação do maior ícone feminino nos quadrinhos.

A Cine+Comic foi conferir ontem a pré-estreia desse filme que era alçado pela maior parte da crítica como uma possível luz no fim do túnel para o UCDC. Marcado por rumores de “sites de peso”, que pipocavam matérias em que se duvidava da direção e do roteiro devido a um “ex funcionário da Warner” que teria vazado informações dos bastidores, o longa foi recebido com um pé atrás por todos. No entanto, toda essa dúvida foi sendo posta por terra a partir das primeiras reações deste filme que já nasce um clássico.

Visivelmente inspirado na era de ouro dos quadrinhos, o filme de Patty Jenkins mescla uma visão de esperança e um sentimento de acalento, mostrando uma jovem e inquieta Diana em Themyscira, rodeada de cuidados, mas com um espírito aventureiro digno de um Indiana Jones. Contudo, apesar de ser inovador em seu conceito para o universo cinematográfico criado por Zack Snyder, o filme não se distancia da abordagem que vem sendo feita pela DC Comics no cinema.

A interação com Steve Trevor, aqui vivido por Chris Pine de forma excepcional, nos dá uma pitada de humor de duplo sentido que remete diretamente ao filme em animação da Mulher Maravilha, arrancando risos de situações desconcertantes para Trevor.

As coreografias de luta são um caso a parte da mesma forma que em Batman v Superman, a primeira batalha na ilha das amazonas mostra um entrosamento tão grande entre elas que uma guerreira parece ser extensão da outra. Mas este acerto nos momentos de embate não se referem apenas a lutas em grupo, pois Diana mostra uma leveza e sutileza nos momentos de confronto que chega a parecer que está dançando, isso tudo mesclado a uma perfeita utilização de câmera lenta em momentos cruciais.

Enquanto primeiro e segundo ato do filme contrasta uma Themyscira radiante, cheia de esplendor, onde as amazonas são o destaque, com uma Londres cinzenta e aterrorizada pela guerra, o terceiro ato nos leva a queda e ascensão da heroína de forma honrosa e emocionante. Destacamos aqui a ótima atuação de Gal Gadot, que interpretou perfeitamente todas as oscilações emocionais vividas pela personagem durante o filme.

O terceiro ato do filme, responsável pelos plot twists e pela batalha final, foi bastante satisfatório, nos reservando um lindo confronto cheio de luzes, fogo e àquela trilha sonora que já se tornou clássica para a personagem. Diferentemente do que alguns críticos acentuaram, esta parte final não parece ser corrida ou com efeitos exagerados que destoaram do filme, mas sim muito bem executada e mostrando todo o poder que apenas a cúpula do Olimpo seria capaz de utilizar.

O filme não se mostra como um militante de um empoderamento feminino ou rebaixamento dos homens, mas trás consigo uma mensagem de igualdade pontual e importante, o que faz refletir sobre o quão realmente evoluímos em questão de igualdade de direitos desde a Primeira Guerra Mundial.

Mulher Maravilha veio para aquecer o UCDC, sem se afastar de tudo construído nos seus três antecessores, mas mostrando que, antes mesmo de todos os momentos sombrios vividos por Clark Bruce, a era dos heróis nasceu com motivações humanitárias, nobres e que inspirava confiança a todos ao seu redor.

Só mesmo a Mulher Maravilha para dar início a uma nova era de igualdade e bons filmes de super heroínas.

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